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Depois da Aula: Relatos do encontro de fevereiro e convite para o de março

Depois da Aula: Relatos do encontro de fevereiro e convite para o de março

O Depois da Aula de fevereiro começou diferente, com clima de inquietude no ar. Os professores pareciam apreensivos, olhos no relógio, com a urgência para compartilhar as experiências, e então voltar para os afazeres. Foi a primeira vez que nos reunimos já com as aulas em andamento. Não estávamos mais na quietude, ou melhor, no respiro dos recessos. As trocas foram expressas, o drive thru das vivências, daqueles dias em que nos alimentamos rápido, mas fornecemos para o nosso corpo a comida (leia-se, inspiração) que nos mantém de pé.

O tema da discussão foi um convite para a mudança – “Volta às aulas: o que faremos de diferente este ano?”. Uma esperança de iniciar 2021 mais preparados com a bagagem que aumentou com a loucura, digo, com o exercício da profissão em 2020. Repetir o que deu certo e aprimorar o que não funcionou, será um dos caminhos a percorrer.

Ponderamos que o ambiente virtual exige que os docentes se valham, ao longo de uma aula, de ferramentas e estratégias para ajudar a manter a atenção do aluno. Mas já não pensávamos nisso antes, no presencial? Sim, mas agora com mais afinco, pois não dá para manter a audiência por três horas em uma telinha com a monotonia. É preciso variações, movimento, mesmo que estejamos sentados na frente do monitor.

O Powerpoint (ou programas equivalentes) pode ser um grande aliado. Mas concordamos que não podemos ficar com os mesmos slides de sempre. E veja bem, o perfil de professores do encontro não contemplava aqueles que costumam transformar as apresentações em páginas de livros. Porém as exigências estão maiores. E afirmo: vale a pena acompanhar. A mudança requer treinamento, aprendizagem e dedicação. Mas não é isso mesmo que exigimos dos nossos alunos? Nada de usar bullet point ou imagens clichês, de não pensar na estética (sim temos que saber sobre paleta de cores e design) ou de não começar a aula de forma impactante. Agora a nova moda é: story telling, abusar dos ícones e fazer metáforas inteligentes.  Se você ainda não conhece estes elementos – pare, respire e procure conhecer – não perca o bonde!

Reconhecemos que precisamos inovar, mas que não é possível mudar os 673 arquivos de Powerpoint de 32 matérias diferentes de uma só vez. Precisamos ser gentis com nós mesmos – e professor é um bicho perfeccionista. Então ao invés da cobrança de radicalizar, discutimos sobre uma mudança gradual. Se para este semestre conseguirmos aprimorar uma aula, já será melhor do que nenhuma. Concordamos que o processo de reciclagem pode ser prazeroso. Arrumar tempo para modificar-se e seguir na busca do autoconhecimento precisa entrar urgente na lista de prioridades.

E com o tempo tão escasso, falamos também em investimento. Investimento em instrumentos e recursos com preços acessíveis e de alta qualidade para serem usados em sala de aula. Alguns professores contaram que consumiram desde mesa digitalizadora a equipos de GPS (para práticas, enquanto o ensino era presencial), de programas a pacotes de imagens vetorizadas, além de atividades didáticas e animações. Como resultado, se sentiram satisfeitos com do emprego destes produtos.  

Agora, o ponto alto da reunião foi os relatos das estratégias usadas em ambiente virtual no ano de 2020. E olha, tivemos docentes ousados, daqueles que pediram como trabalho podcats e infográficos. E como os alunos reagiram? A-DO-RA-RAM. Você vai fazer também? Eu vou!

P.S.: Este mês temos novidade. O Depois da Aula será aberto, e por isso faremos o encontro em nosso canal do YouTube. Convidamos a mãe do Vicente e da Juliana, Raquel Melillo e com o pai do Davi e do Pedro, Rogério Prataviera, para conversarmos sobre o tema “Parentalidade e docência”. Este evento imperdível será no dia 06/03 às 14:00 h. Esperamos você para incrementar o  bate-papo.

 

 

 

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